quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

!!ONTEM??

Calor, 
acalanto,
afagos e delícias...
Dias, noites...
Insano não parar de pensar???
Insano seria não pensar...
Como não pensar??
O sonho sonhado...
O calor que se sente...
O acalanto que aconchega...
Os afagos e delícias vividas...
Insano não pensar...Como não pensar??
Impossível se ter longe 
o que se faz tão perto!

sábado, 7 de dezembro de 2013



Maravilhas de Viver: O NOVO... DE NOVO

Agora, 
em uma bela manhã
o astro rei brilha e aquece a terra 
uma terra prenhe de novas vidas...
E...
em todas as partes, sementes crescem e furam o solo
necessitadas e desejosas de calor e de luz...
Suas seivas transbordam em voz sussurrante...
Ouçamos o que a natureza nos fala...
Quisera eu que essas vozes murmurantes me avisassem que, além da beleza das flores, 
além do canto dos pássaros....
esta nova manhã  vem fazendo brotar dentro de tantos homens e mulheres viventes...
uma nova humanidade... 
protetora da vida, protetora da natureza e
geradora de novos amores!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MEUS SECRETOS AMIGOS      

(Paulo Sant'Ana - em O Gênio Idiota)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. 
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade, disse o Jorge Luís Borges. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores. Mas enlouqueceria se morressem os meus amigos. Até mesmo aqueles amigos que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
Alguns deles não procuro. Basta-me somente saber que eles existem, essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas porque não os procuro com assiduidade pejo-me de lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital. Porque eles fazem parte do mundo que eu tremulamente construí. E se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se algum deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo para a loucura ou para o suicídio. Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é talvez maior fruto de meu egoísmo do que por quanto eles souberam tornar-se a mim tão caros. Mas como as duas coisas se confundem, eu alivio minha consciência.
Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me uma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos que sabem que são meus amigos. E principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos.



Original disponível em http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/1609709

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ser vivente ou ser existente?


Nietzsche já nos alertava: ”alguns homens já nascem póstumos?”, quem são eles? Como saber se não faço parte de necrotério?
Muitas pessoas se encontram perdidas no modo de viver, esquecendo da preciosidade que tem nas mãos, não tomam consciência, ainda se encontra na sua “menoridade” intelectual, são absorvidos, misturados na massa sem ao mesmo se unificar, está no automático existencial, ao qual podemos denominar de ser existente. Este ser acha que sabe o que faz, mas se formos nos aprofundar e estuda-lo, veremos que ele não sabe o que faz, mas acha que sabe, um ser contraditório, inconstante, vai onde a onda leva, volúvel, mero espectador do teatro humano, se esquece de que devia atuar e não apenas observar, talvez tenham a sorte de cair em si algum dia, antes que se finde sua breve existência, ou estarão condenados a viver a mercê das opiniões alheias, dos convenientes mascarados e sem perceber que não fez o que deveria ter feito.
O ser vivente é o ser autônomo, consciente de si, fazedor do seu próprio destino, aproveitando as oportunidades e desbravando a realidade, desbanalizando o banal. Este individuo não vê nas intempéries existenciais um problema, mas sim uma superação a ser conquistada, sabe qual é a ordem natural das coisas, sentem os velhos temores, mas não se paralisa diante dele, como um poeta transforma sua tragédia de “nem tudo é como a gente quer” em uma viagem a quem não tem pressa, se aprofundando no que precisa ser aprofundado, sabe que a luz esta logo ali e que a única coisa a se fazer é caminhar, seguir em frente, não parar, pois não nascemos para se acomodar, teremos tempo o suficiente para se acomodar quando a morte chegar e enquanto vivemos, vamos construindo sonhos, desmistificando o que nos prende, um eterno aprendiz da enigmática vida, que se conduz para o ser vivente há apenas um caminho:
o ser feliz!

domingo, 19 de junho de 2011

SONETO DO CAVALEIRO


Sentado as margens da louca imaginação
Vislumbre-me na neblina, na densa neblina...
Lá vou, ao longe, cavaleiro errante
Envolto na gelada nuvem de pensamentos
Caminhando perdido... por não haver o que se procura
Resta-me a consolação
Açoito-me no vazio de possibilidades sem apogeu
Martírios deslizantes, recomeços improváveis.

O vento geme em murmúrios que fogem de mim
Caminho pra longe, em busca da verdade
Destemida e desmedida verdade
No limite dos tempos, dos rios de águas claras
Nos pensamentos um turbilhão, dos pássaros em revoada
Onde os sonhos descansam envoltos de liberdade.

Na liberdade de se construir algo novo, de novo
Além dos limites  já definidos
Para muito além destes muros... 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desequilibrio Saudável

 Li, gostei e repasso pra vocês diretamente de Tuca Reinés, para a revista da Audi.

Sei que a normalidade é almejada pela maioria. Mas a verdade é que nem sempre as pessoas normais são as mais interessantes. De alguma forma é preciso sair dos trilhos para se destacar. Ser criativo e ousado exige correr certo risco – e esse risco foge ao que pensamos ser “equilibrado”. No esporte, por exemplo, os atletas mais geniais e de destaque são aqueles que mais se arriscam, aqueles que ousam. Nas artes também. As obras que mais mexem com a gente são aquelas que fogem do padrão. Neste momento, alguém pode retrucar: “Mas quem arrisca às vezes erra”. Sim, verdade. Mas também, quando acerta, pode ter certeza de que vem algo muito especial.

A genialidade não é equilibrada. Nem sempre nesse processo os meios são palatáveis para todos. Mas aí é que está a questão. Se essas pessoas especiais fossem (e agissem) como outras, não seriam o que são. Essa é a graça. Quando o cirurgião sul-africano Christian Barnard disse na década de 1960 que pretendia fazer um transplante de coração, muita gente o chamou de louco, achavam que o órgão não era como os outros e que essa ousadia nunca viraria uma realidade. Hoje, Barnard é considerado o pai do transplante do coração em seres humanos, um gênio. A medicina é um bom exemplo aqui, já que nenhum pesquisador vira pioneiro em alguma coisa se não fizer algo que as pessoas acham, no mínimo, estranho. O trilho da normalidade não permite certos arrojos.

É claro que há prós e contras nessa matemática. Como há um toque de loucura – de desequilíbrio – na genialidade, muitas vezes essas pessoas são mais difíceis de lidar. É o preço que se paga. Na hora de escolher pessoas para compor uma equipe, por exemplo, é preciso ter isso em mente. Se a ideia é inovar, talvez valha a pena investir em um certo desequilíbrio, mesmo que isso exija uma dose de paciência desnecessária para com os mais equilibrados. Mas, nessa hora, lembre que o equilíbrio – trilho da normalidade – pode ter suas limitações.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pensante

Por vezes, no meio da noite... quando sono se esvai e insiste em não voltar, permito-me viajar em pensamentos do tipo: E, se pudéssemos viver para sempre... Sei quão isso seja impossível de realizar, mas me afasto desta racionalidade tosca e pedante, permito-me colocar a pensar no que isso seria...
Viajar pelo espaço sideral afora... viajar no tempo, voltar a tempos pretéritos... 100 anos ou 1000 anos, pouco isso importaria... isso seria insignificante, pois em nossa imortalidade, esses anos passariam como num instante.  
Mas a realidade presente se faz insistente no sonho deste cavaleiro pensante, que insiste em sonhar acordado... Haveria ainda toda sorte de maldades e corrupções, o ódio sobre-existiria ao amor e a caridade. O homem esse "animal social" que não gosta de invasões à sua privacidade; mas haveria privacidade??  Seríamos tantos, que andaríamos todos aos montes...verdadeiras hordas de andarilhos despossuídos.... Viveríamos em pequenos cubículos individualizados ou em grandes estantes expostas em ginásios ou galpões??
Com o passar do tempo surgiriam novos problemas (éticos, políticos, etc.) o que obrigaria a uma intervenção de novos pensadores... que voltando seus olhos e pensares ao passado distante buscariam na velha e boa mãe Filosofia respostas as suas novas-velhas indagações: "É correto continuar com a clonagem de Seres Humanos?" (agora começa a ser possível, daqui a 300 anos será banal!), "Como tirar os meninos das ruas?", entre outros...
Se a ciência, a técnica, a massificação mundial de informações, agora já levantam problemas, daqui a uns tempos, à velocidade do progresso, se apresentarão problemas com os quais nós jamais tenhamos sonhado, esses que existem.. continuarão a existir, independentemente de sermos mortais ou não. Isso até parece ironia....será?
Com um pouco de sorte até seríamos discípulos de novíssimos pensadores que na sua origem não teriam se esquecido do bom e velho Sócrates, o que levaria a um aperfeiçoamento do nosso filosofar. Mas ainda não cheguei ao essencial. Se esta imortalidade nos fosse possível, em vez de uma Divindade, seríamos nós os deuses, pois nada mais fugiria ao nosso alcance. Seríamos senhores do tempo, donos da verdade, mestres em tudo. Será???  E será que a inexistência de um Deus é boa? Aonde buscaríamos refúgio?? Em quem apoiaríamo-nos em momentos de angústia, nossa solidão, nossas fragilidades??
E essa existência sem limites? Não nos fartaríamos dela? O que seria de nos com 300 anos em sala de aula, para depois poder ingressar no ensino superior? Nossa!!! Melhor nem pensar. Por mais que possamos desejar a eternidade, vamos combinar entre nós... por mim basta-me chegar aos 100 anos, para ter tempo para fazer tudo, desde ler, ouvir música,ver tv, responder meus e-mails, falar, rir, ler... Embora isto seja pessoal, quero perder a pressa de viver...  nem cultivar a sede de uma longa existência ... bastando-me, por ora, ter apenas por aqui passado.nem cultivar a sede de uma longa existência ... bastando-me, por ora, ter apenas por aqui passado.